
Lesão no joelho. Devo parar?
As lesões no joelho são as que mais ocorrem no mundo desportivo. Para saber como evitá-las, temos que ter algum cuidado. O que acontece se este músculo não estiver à altura dos diferentes exercícios e movimentos que executamos? É evidente que o rendimento no dia-a-dia, no desporto, será afetado, mas o mais importante ainda é que a articulação (especialmente cartilagem e meniscos) começará a sofrer com os estragos de uma vida que carece de controlo muscular.
A idade, a vida sedentária e a falta de treino acabam com a musculatura do joelho. No entanto, há muitas pessoas que pensam “mas eu já faço exercício, não sou sedentário(a)!”.
Excelente! Será que o exercício não potência impacto para o tipo de articulação que tem? Todos somos diferentes e todos reagíamos de forma diferente ao exercício. Devo parar porque tolero menos os impactos? Claro que não! Devemos focar-nos num tipo de treino mais específico que potencie o máximo rendimento muscular e que assegure a integridade articular. Há a necessidade de realizar um trabalho de força específico, especialmente para o quadricípite, mas também para o isquiotibial.
É muito importante o reforço! Por exemplo, em cada impacto do pé na corrida, o joelho pode suportar forças equivalentes a três vezes o peso corporal. Se toda esta carga for recebida com um alinhamento defeituoso causará estragos terríveis à articulação. Neste sentido, o problema que habitualmente se encontra no joelho radica na dificuldade de controlar a tendência do deslocamento para o interior ocasionada pelas forças reativas do impacto com o solo. Um funcionamento incorreto destas articulações “vizinhas” aumenta claramente as probabilidades de desenvolver sobrecargas e lesões no joelho.
Assim, devemos sempre procurar um profissional que nos guie a nível do treino. Que permita explicar-nos, em função de uma avaliação médica, qual os melhores exercícios dependendo da patologia. Contudo, o reforço através do treino de força ajuda na melhoria da lesão.
Por outro lado, surge a dúvida: com o treino de força conseguirei na mesma perder peso?
Uma das vantagens da realização do treino de força prende-se com o fato de permitir manter ou aumentar a massa muscular e, consequentemente, a taxa metabólica de repouso. Num estudo com adultos do sexo masculino, Dolezal (2000) verificou que a taxa metabólica de repouso se mantinha elevada relativamente a valores basais durante o pós-exercício até 48 horas após um treino de força realizado com ênfase excêntrica. Quando comparada a Taxa Metabólica de Repouso no pós-treino, num grupo de indivíduos treinados e não treinados, sujeitos ao mesmo protocolo de treino, verificou-se que o número de calorias gastas em repouso, nas horas seguintes, era superior no grupo menos condicionado fisicamente. Tal resultado deve-se ao facto de terem ocorrido mais micro-lesões musculares no grupo menos condicionado.
Em suma, o treino de força aumenta a Taxa Metabólica de Repouso até 48 horas após o exercício, e este aumento será superior se ocorrerem mais “micro-lesões” musculares decorrentes do treino.
Portanto, sem medos no treino. Lesão requer precaução, aconselhamento e visionamento adequado por parte de um profissional do exercício.
Bons treinos!
Catarina Pinhal
É por isso que treino convosco😉